sábado, 21 de abril de 2018

Camaleão intelectual

É legal querer parecer-se com os outros, mas o mais legal é mudar radicalmente de inspiração de tempos em tempos.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Spinoza

Proposição I: “A nossa mente, algumas vezes, age; outras, na verdade, padece. Mais especificamente, à medida que tem ideias adequadas, ela necessariamente age; à medida que tem ideias inadequadas, ela necessariamente padece”.
Corolário: “disso se segue que quanto mais ideias inadequadas a mente tem, tanto maior é o número de paixões a que é submetida; e, contrariamente, quanto mais ideias adequadas tem, tanto mais ela age”

ideia inadequadas -> paixões
ideias adequadas -> ação

O que são ideias adequadas?

“Por idéia adequada entendo uma idéia que, [...], tem todas as propriedades ou denominações intrínsecas de uma idéia verdadeira.”

Diz-se intrínseco porque desconsidera-se a relação entre a ideia e seu objeto. Ou seja, denominações e propriedades intrínsecas são enquanto a ideia é considerada em si mesma.

Axioma 6, da part. 1: “uma ideia verdadeira deve concordar com o seu ideado”

Até onde foi minha compreensão uma ideia adequada é como uma ideia verdadeira. excluindo a concordância com seu ideado, enquanto uma ideia verdadeira é apenas uma ideia que concorda com seu ideado.

Demonstração: a mente é causa adequada de uma ideia adequada enquanto esta afeta a Deus, sendo este sua causa. Dado que as ideias adequadas na mente humana são adequadas em deus.

de uma ideia sempre deve seguir-se um efeito, segundo o princípio de que não existe nada de que não se siga algum efeito - defendido na proposição 36. PQ td q existe exprime a potência de deus, q é a causa de todas as coisas.

d td q necessariamente se segue d 1 ideia q é adequada em deus
ñ enquanto ele contém apenas a mente de 1 homem
mas enquanto contém ao mesmo tempo as mentes das outras coisas
a mente desse homem ñ é a causa adequada mas parcial

Prop. 1: “a nossa mente, algumas vezes, age; outras, na verdade, padece. Mais especificamente, à medida que tem ideias adequadas, ela necessariamente age; à medida que tem ideias inadequadas, ela necessariamente padece”

Primum: “entre as ideias de qualquer mente humana, algumas são adequadas, enquanto outras são mutiladas e confusas”

Autem: “”as ideias que são adequadas na mente de alguém são adequadas em Deus, enquanto este constitui a essência dessa mente”
“também aquelas que são INADEQUADAS na mente de alguém são adequadas em Deus, não enquanto Deus contém em si apenas a essência dessa mente, mas também enquanto contém, ao mesmo tempo, as mentes das outras coisas (aliarum rerum mentes)”

Deinde: “de uma ideia deve necessariamente seguir-se algum efeito, do qual Deus é a causa adequada, não enquanto é infinito,
mas enquanto é considerado como afetado dessa dada ideia

At: “desse efeito, do qual Deus é a causa, enquanto ele é afetado de uma ideia, que é adequada na mente de alguém, essa mesma mente é a causa adequada”

Ergo: “a nossa mente, à medida que tem ideias adequadas, necessariamente age”

Secundum: “de tudo que necessariamente se segue de uma ideia que é adequada em Deus, não enquanto ele contém apenas a mente de um homem, mas enquanto contém, ao mesmo tempo que a mente desse homem, as mentes das outras coisas (aliarum rerum mentes), a mente desse homem não é causa adequada, mas parcial.

Corol prop 11 part 2: “o que, primeiramente, constitui o ser atual da mente humana não é senão uma coisa singular existente em ato
mente humana = parte do intelecto de Deus
Percepção da mente humana = ideia em Deus (“enquanto constituinte da essência da mente humana” / “enquanto é explicado por mieo da natureza da mente humana”)
Deus: “enquanto em, ao mesmo tempo que [a ideia que é] a mente humana, também a ideia de outra coisa, dizemos, então, que a mente humana percebe essa coisa parcialmente, ou seja, inadequadamente”

Def. 2: agimos quando - em nós ou fora de nós - sucede-se algo do qual somos causa adequada.
quando da nossa natureza se segue algo que pode ser compreendido por ela só (quando determinamos por nós mesmos nossas próprias causas e razões?)
Padecemos: quando em nós sucede algo ou quando da nossa natureza se segue algo que não somos causa de não parcial

Ac proinde: “a mente, à medida que tem ideias inadequadas, necessariamente padece”

Seminário: “citar a prop. I”. No corolário ele diz [citar “corolário”]. Ou seja, no corolário pode-se notar que Spinoza associa as paixões e as ideias inadequadas. Enquanto as ideias adequadas são associadas às ações. Então investiguei o que são ideias adequadas. E cito a definição IV da parte 2 da Ética:
“Por idéia adequada compreendo uma idéia que, [...], tem todas as propriedades ou denominações intrínsecas de uma idéia verdadeira.”
Com propriedades intrínsecas ele exclui a propriedade extrínseca, que como ele explicar, “se refere à concordância da uma ideia com o seu ideado”
À partir daí busquei alguma definição de “ideia verdadeira”, no que encontrei o axioma VI que diz:
“Uma ideia verdadeira deve concordar com seu ideado”.
Até onde foi minha compreensão uma ideia adequada é como uma ideia verdadeira. excluindo a concordância com seu ideado, enquanto uma ideia verdadeira é apenas uma ideia que concorda com seu ideado.
Demonstração:
Spinoza defende que as ideias adequadas em uma mente são também adequadas em Deus, ele explica isso no corolário da proposição 11 da parte 2, no qual afirma que a mente humana é parte do intelecto de Deus, e cito:
“Disso se segue que a mente humana é parte do intelecto infinito de Deus”
O Autor afirma ainda que as ideia inadequadas em uma mente são adequadas em Deus. E novamente remete-se ao corolário da proposição, no qual encontramos que Deus não constitui apenas a natureza da mente humana, porém sim também “tem ideia de outra coisa” (alterius rei etiam habet ideam).
E voltamos à demonstração:
“não enquanto Deus contém em si apenas a essência dessa mente, mas também enquanto contém, ao mesmo tempo, as mentes das outras coisas (aliarum rerum mentes)”
E para esclarecer a noção de mente das coisas, uso como referência um artigo chamado “a relação mente-corpe” de Paolo Cristofolini, traduzido na Revista Conatus:
“Agora, a mente de um objeto [...] não é constituída da ideia do seu corpo, mas é constituída da ideia que deste corpo há em Deus.”
“Visto que em Deus há o conceito de
todas as coisas, todas as coisas são animadas em
Deus.”
“ Deus, enquanto concebido sob o atributo da extensão, tem as ideias de todos os corpos, e enquanto concebido sob o atributo do pensamento tem as ideias de todas as mentes.
/ As nossas mentes são, como ideia, em Deus. /
Todos os objetos, todas as coisas, todos os indivíduos são parte de Deus enquanto natureza divina, enquanto infinita; este é o sentido spinozano da animação universal e da contribuição da mente a todas as coisas.”

A mente é causa adequada de uma ideia adequada enquanto esta afeta a Deus, sendo este sua causa. Dado que as ideias adequadas na mente humana são adequadas em deus.

De uma ideia sempre deve seguir-se um efeito, segundo o princípio de que não existe nada de que não se siga algum efeito - defendido na proposição 36. PQ td q existe exprime a potência de deus, q é a causa de todas as coisas.

E conclui, “logo, a nossa mente, à medida que tem ideias adequadas, necessariamente age”
A argumentação de Spinoza fica mais clara quando ele remete-se à Def. 2 segunda a qual “agimos quando - em nós ou fora de nós - sucede-se algo do qual somos causa adequada”. Ou seja, nós agimos quando temos ideias adequadas, e nisso ele quer dizer, quando somos a causa adequada do que se passa em nós. E cito “quando da nossa natureza se segue algo que pode ser compreendido por ela”. Ou seja, quando determinamos por nós mesmos nossas próprias causas e razões. Apenas neste momento nós agimos.
Porém, Spinoza atribui as paixões às ideias inadequadas. Nesse sentido,
“de tudo que necessariamente se segue de uma ideia que é adequada em Deus, não enquanto ele contém apenas a mente de um homem, mas enquanto contém, ao mesmo tempo que a mente desse homem, as mentes das outras coisas (aliarum rerum mentes), a mente desse homem não é causa adequada, mas parcial.”
Neste ponto ele volta a referenciar-se à def. 2, e dela eu cito:
“Padecemos: quando em nós sucede algo ou quando da nossa natureza se segue algo que não somos causa de não parcial”.
Creio que essa ideia ficará mais clara quando analisamos a Prop. 2 e seu respectivo escólio.

Fim do seminário da Prop. 1

Proposição 2: “nem o corpo pode determinar a mente a pensar, nam a mente determinar o corpo ao movimento ou ao repouso, ou a qualquer outro estado (se é que isso existe)”

Primum: todos os modos do pensar têm por causa Deus, enquanto ele é uma coisa pensante e não enquanto ele é explicado por um outro atributo. O que determina a mente a pensar é um modo do pensamento e não da extensão, isto é, não é um corpo.

Secundum: o movimento e o repouso do corpo devem provir de um outro corpo, o qual foi, igualmente, determinado ao movimento e ao repouso por outro,
em geral, tudo o que acontece a um corpo deve provir de Deus, enquanto ele é considerado como afetado de algum modo da extensão e não de algum modo do pensamento
isto é, não pode provir da mente, a qual é um modo do pensamento.

Ergo: nem o corpo pode determinar a mente.

Seminário da prop. 2

Citar “proposição 2”. Nesse momento o Spinoza desvincula as ações do corpo e as ações da mente, afirmando que estas não podem determinar umas às outras.
Ele argumenta que todos os modos de pensar têm como causa Deus, enquanto ele é uma coisa pensante por isso o que determina a mente é algo do âmbito de e cito “modus cogitandi est, et non extensionis”. Ou seja, Spinoza nos mostra que a mente é autônoma com relação ao corpo enquanto ela sempre é causada por Deus.
Em seguida, ele argumenta que o movimento de um corpo só é determinado pela ação de outro corpo neste, ou seja, pela relação com algo que é do âmbito da extensão e não do pensamento como é a mente.
Com esta demonstração Spinoza conclui que “nem a mente pode determinar o corpo, nem o corpo pode determinar a mente”
O escólio deixa mais claro o que isto quer dizer. Spinoza menciona o esc. da prop. 7 da parte 2 e cito “que a mente e o corpo são uma só e a mesma coisa, a qual é concebida ora sob o atributo do pensamento, ora sob o da extensão”
Sob este pretexto ele esclarece que as ações e paixões no corpo ocorrem simultaneamente às ações e paixões na alma.
Em seguida ele afirma: “ainda que essa argumentação não deixe margem para dúvida, acredito que, se não demonstrar isso por meio da experiência, os homens dificilmente se convencerão a examinar essas questões”

Nesse momento creio que fica mais ou menos claro o projeto de Spinoza, ele está alocando as paixões entre as ideias inadequadas. Assim, percebe-se que para o autor as paixões, tanto na mente quanto no corpo, elas diferenciam-se dos afetos porque estes são causados por nós mesmos e podem ser explicados apenas por nós mesmo, ou seja, destes somos causa suficiente. As paixões são aquilo que tanto na alma quanto no corpo são induzidos de fora, com causas exteriores às quais não podem ser explicadas por nós, ao menos não de maneira suficiente. Para Spinoza, as ideias adequadas são aquelas pelas quais agimos, e as inadequadas, as pelas quais padecemos.

Fim do seminário da prop. 2

Proposição 3: “as ações da mente provêm exclusivamente das ideias adequadas, enquanto as paixões dependem exclusivamente das ideias inadequadas”
Essência da mente (mentis essentiam) -> corpo existente em ato (corporis actu existentis)
Tudo que segue da natureza da mente (mentis natura) deve seguir-se ou de uma I. adequada ou de uma I. inadequada.

Primum: o que constitui a essência da natureza humana não é senão a ideia de um corpo existente em ato, ideia que se compõe de muitas outras, algumas das quais são adequadas, enquanto outras são inadequadas.

Quicquid (portanto): cada coisa que se segue da natureza da mente, e da qual a mente é causa próxima, por meio da qual essa coisa tem que ser compreendida deve seguir-se ou de uma ideia adequada ou de uma ideia inadequada.

At (MAS): a mente enquanto tem ideias inadequadas, necessariamente padece.

Ergo: as ações da mente seguem-se exclusivamente das ideias adequadas e só padece, porque tem ideias inadequadas.

prop 11 “coisa singular existente em ato”
“essência do homem” -> “modos definidos dos atributos de Deus”

esc. da prop. 3: Spinoza diz que as paixões vinculam-se com a mente quando há alguma negação envolvida.

Seminário da prop. 3

“Prop. 3”.

Spinoza diz que as paixões vinculam-se com a mente quando há alguma negação envolvida. Isto é, quando ela é considerada uma parte da natureza.

sábado, 14 de abril de 2018

A muita gente importa sempre fazer algo, a mim importa-me derreter-me em algo.

Do Estado Civil de Pedro Mexia (V)

O Pedro Mexia era um homem muito culto, por vezes ele explanava sobre seu interesse tanto por Biologia quanto por História:

Insiste menos

"Não posso dizer que tenha mais interesse pelo sexo do que tenho (digamos) pelo incêndio da Biblioteca de Alexandria. Acontece que o incêndio da Biblioteca de Alexandria (digamos) insiste menos." Pedro Mexia
Do Estado Civil: http://estadocivil.blogspot.com.br/2007/04/insiste-menos.html

Do Estado Civil de Pedro Mexia (IV)

Outra qualidade do Pedro era a diversidade de temas que ele tratava:

A malária na África equatorial

"Perguntam-me se quero escrever sobre «o amor». Neste momento, preferia escrever sobre a malária na África equatorial do que escrever sobre «o amor»." Pedro Mexia
Do Estado Civil: http://estadocivil.blogspot.com.br/2007/04/malria-na-frica-equatorial.html

Do Estado Civil de Pedro Mexia (III)

O Pedro Mexia também faz excelentes críticas cinematográficas:

Genre studies

"Podia dizer que o cinema de terror me interessa porque joga com as «emoções primitivas» como o medo, porque usa as técnicas todas de «manipulação» do espectador, porque reclama abertamente o conceito de «eficácia», porque exorciza «traumas epocais», porque interroga o «universo moral» e o «primado do visível».

Mas também podia dizer que o cinema de terror me interessa porque tem raparigas de 21 anos com calções e top a correr de um lado para o outro." Pedro Mexia
Do Estado Civil: http://estadocivil.blogspot.com.br/2007/04/genre-studies.html
Sempre há aqueles textos (e pessoas) aos quais sempre tornamos a ler

Principalmente aqueles que não terminamos de compreender (e às pessoas que não terminamos de conhecer)

Do Estado Civil de Pedro Mexia (II)

Neste fragmento o Pedro expõe como é um estado de heteronomia no qual se é sempre determinado pelos interesses dos outros:

Vai ter que ceder

"Entro no comboio e o lugar que o meu bilhete indica está ocupado. Não incomodo o digníssimo ocupante e escolho outro assento que imagino livre. Um cidadão de bigode avança em direcção a mim e afiança: «Vai ter que ceder». Eu cedo. É mesmo aquilo que eu faço melhor." Pedro Mexia
Do Estado Civil: http://estadocivil.blogspot.com.br/2007/04/vai-ter-que-ceder.html

Do Estado Civil de Pedro Mexia (I)

Eu sempre adorei usar como metáfora os meios da política, Pedro Mexia o faz com genialidade:

Da promulgação e do veto

"O modus operandi deste Presidente da República é o oposto do modus operandi das mulheres por quem me apaixono. Ele promulga, embora discorde. Elas concordam, mas vetam."
Do Estado Civil: http://estadocivil.blogspot.com.br/2007/04/da-promulgao-e-do-veto.html

Discordo fortemente da ideias de que deveríamos promover um funeral digno à filosofia. O que penso que deveríamos fazer à filosofia no século XXI é muito diferente de um funeral digno, como de um chefe de estado morto. Creio que o melhor procedimento seria aquele que os bárbaros tiveram com Roma, ou seja, pilhar totalmente todo seu espólio. Devemos tirar, arrancar, levar tudo o que acharmos de valioso deste império em ruínas.

quarta-feira, 11 de abril de 2018


A provocação na política (e na vida) é extremamente útil quando ela visa mostrar algo que até então está oculto. Provocar é um ato de coragem, pois ele necessita que do provocador capacidade do provocador de enfrentar aquilo que não conhece. É ser capaz de desvelar com as próprias mãos um monstro desconhecido sem temer o que vier depois. É como você mostrar os ataques químicos no Vietnã para os apoiadores da guerra que estão nos EUA, pegar um político favorável à guerra e mostrar-lhe aquelas fotos é um ato de coragem no sentido de não saber qual será a reação de alguém, sempre um bom cristão, a ver-se apoiando a barbárie.Uma coisa diferente é ter um cara que todos sabem que é esquentadinho e forçar uma cena em frente à câmera. Isso não é um ato de coragem, isso não é mostrar nada de novo, isso é covardia de simplesmente não querer fazer o debate (como todos estavam fazendo aquelas noite). Isso não é provocação útil à democracia, é só querer aproveitamento midiático - o que em tempos de redes sociais, é extremamente prejudicial à política.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

depois de cinco anos resistindo, hj foi a primeira vez na minha vida q usei a palavra golpe

terça-feira, 3 de abril de 2018


Nesse momento creio que fica mais ou menos claro o projeto de Spinoza, ele está alocando as paixões entre as ideias inadequadas. Assim, percebe-se que para o autor as paixões, tanto na mente quanto no corpo, elas diferenciam-se dos afetos porque estes são causados por nós mesmos e podem ser explicados apenas por nós mesmo, ou seja, destes somos causa suficiente. As paixões são aquilo que tanto na alma quanto no corpo são induzidos de fora, com causas exteriores às quais não podem ser explicadas por nós, ao menos não de maneira suficiente. Para Spinoza, as ideias adequadas são aquelas pelas quais agimos, e as inadequadas, as pelas quais padecemos.

É muito interessante a ideia de que Portugal seria o quinto império porque você pode comparar o que os portugueses (sebastianistas) diriam que seria o império português e o que hoje é o império americano

domingo, 1 de abril de 2018

George F. Kennan

O George F. Kennan é tão fantástico que ele mais parece na verdade um vidente que um cientista, cito um trecho do seu fantástico "The Sources of Soviet Conduct":

"And who can say with assurance that the strong light still cast by the Kremlin on the dissatisfied peoples of the western world is not the powerful afterglow of a constellation which is in actuality on the wane? This cannot be proved. And it cannot be disproved. But the possibility remains (and in the opinion of this writer it is a strong one) that Soviet power, like the capitalist world of its conception, bears within it the seeds of its own decay, and that the sprouting of these seeds is well advanced."

"E quem pode dizer com segurança que a forte luz ainda lançada pelo Kremlin sobre os povos insatisfeitos do mundo ocidental não é o poderoso resplendor de uma constelação que na verdade está em declínio? Isso não pode ser provado. E isso não pode ser desmentido. Mas a possibilidade permanece (e na opinião deste escritor é forte) de que o poder soviético, como o mundo capitalista de sua concepção, contém em si as sementes de sua própria decadência, e que o surgimento dessas sementes está bem avançado."
há várias vias para se chegar na unanimidade, sendo que uma delas é a do Stalin