martes, 13 de marzo de 2018

Ideia de uma história universal de um ponto de vista cosmopolita de Immanuel Kant





Kant inicia o texto afirmando que leis naturais universais determinam todo acontecimento natural, incluindo a liberdade da vontade e as ações humanas. Tal determinação da natureza permite descobrir aí um curso regular da história, esta que ocupa-se da narrativa das manifestações da vontade. Kant crê que observando-as em linhas gerais é possível descobrir um desenvolvimento continuamente progressivo das disposições originais da espécie. Ele argumenta que as estatísticas dos grandes países demonstram haver uma regularidade na quantidade de casamentos e nascimentos, apesar destes estarem condicionados apenas à liberdade da vontade humana, pelos números pode-se perceber que eles seguem leis naturais constantes. Compara-se com a meteorologia, dizendo apesar que as variações atmosféricas não permitirem uma previsão do clima, este é determinado pelas mais claras leis naturais. O autor nos conta que os propósitos da natureza manifestam-se nos homens enquanto estes seguem seus próprios desejos e anseios - mesmo sem os homens tomarem conhecimento destes, e mesmo se tomassem, não faria a mínima diferença.







Apesar de que, citam Kant “os homens em seus esforços não procedem apenas instintivamente, como os animais, nem como razoáveis cidadãos do mundo, segundo um plano preestabelecido, uma história planificada (como é, de alguma forma, a das abelhas e dos castores) parece ser impossível”. [grifo meu, questão: se fôssemos razoáveis cidadãos do mundo nosso história seria planificada?]







Continuando: “É difícil disfarçar um um certo dissabor quando se observa a conduta humana posta em um certo cenário mundial, e muitas vezes o que isoladamente aparenta sabedoria ao final mostra-se, no seu conjunto, entretecido de tolice, capricho pueril e frequentemente também de maldade infantil e vandalismo: com o que não se sabe ao cabo que conceito se deva formar dessa nossa espécie tão orgulhosa de suas prerrogativas”. [meio que isto contrasta com a crença no progresso da história apresentada mais acima “desenvolvimento continuamente progressivo”]







O filósofo não pode senão tentar descobrir um propósito da natureza que planeie a história duma criatura que não tem nenhum propósito racional próprio.
















Primeira Proposição: “todas as disposições naturais de uma criatura estão destinadas a um dia desenvolver-se completamente e conforme um fim”.







Kant compara tal proposição com o que seria confirmado nos animais que segundo ele “um órgão que não deva ser usado, uma ordenação que não atinja seu fim são contradições à doutrina teleológica da natureza.







E o autor da Crítica da Razão Pura prossegue o argumento: “Pois, se prescindimos desse princípio, não teremos uma natureza regulada por leis, e sim um jogo sem finalidade da natureza e uma indeterminação desconsoladora toma o lugar do fio condutor da razão”. [meio que a evolução deixou o Kant pra trás, pois é manifesto seu caráter aleatório que se é regido por leis naturais, estas não nos permitem pressupor uma racionalidade da natureza (telos)]







Segunda proposição: “no homem (única criatura racional sobre a terra) aquelas disposições naturais que estão voltadas para o uso da sua razão devem desenvolver-se completamente apenas na espécie e não no indivíduo”.







O autor afirma que o homem teria de ter uma vida desmesuradamente longa para realizar os propósitos da razão e como não tem, necessita de uma série indefinida de gerações para realizá-los.







Cito: “e este momento precisa ser, ao menos na ideia dos homens, o objetivo de seus esforços, pois senão as disposições naturais teriam de ser vistas como inúteis e sem finalidade”.







“O que aboliria todos os princípios práticos”? [WTF???]

















Terceira Proposição: “a natureza quis que o homem tirasse inteiramente de si tudo o que ultrapassa a ordenação mecânica de sua existência animal e que não participasse de nenhuma felicidade ou perfeição senão daquela que ele proporciona a si mesmo livre do instinto, por meio da própria razão”.


O filósofo de Königsberg reafirma sua crença de que nada na natureza é supérfluo e afirma que tendo esta dado ao homem a razão enviou com ela um indício de seu propósito quanto à maneira de dotá-la. “Ele não deveria ser guiado pelo instinto, ou ser provido e ensinado pelo conhecimento inato; ele deveria, antes tirar tudo de si mesmo”. [que é o que ele chama de maioridade, não?]


“Como se ela apontasse mais para a auto-estima racional que para o bem-estar”.


[caras esse texto é tão fantástico que vou lê-lo até “da vida e do bem-estar”]


“como classe de seres racionais, todos mortais, mas cuja espécie é imortal, deve todavia atingir a plenitude do desenvolvimento de suas disposições”.





Quarta Proposição: “o meio que a natureza se serve para realizar o desenvolvimento de todas as suas disposições é antagonismo delas na sociedade, na medida em que ele se torna ao fim a causa de uma ordem regulada por leis desta sociedade”.





(a partir daqui a parada começa a ficar cabulosa)





Kant expõe a contradição que classifica como o antagonismo da insociável sociabilidade dos homens.


O autor diz que na natureza humana é evidente um conflito entre a disposição de entrar em sociedade (citando “porque se sente mais como um homem num tal estado”) e uma forte tendência a separar-se (segundo Kant “porque encontra em si ao mesmo tempo uma qualidade insociável que o leva a querer conduzir tudo simplesmente em seu proveito”).


Kant atribui a esta oposição a capacidade de despertar todas as potencialidades do homem e de superar sua tendência à preguiça, citando “movido pela busca de projeção, pela ânsia de dominação ou pela cobiça , a proporcionar-se uma posição entre companheiros que ele não atura mas das quais ele não pode prescindir.”


Ele atribui a isso um “progressivo iluminar-se”, ou seja, uma passagem da rudeza à cultura.


Segundo Kant os talentos do homem se afloram por causa das qualidades da insociabilidade sem as quais “os homens, de tão boa índole quanto as ovelhas que apascentam, mal proporcionariam à sua existência um valor mais alto que de seus animais”.


[LER O RESTO DO PARÁGRAFO INTEIRO]





Quinta Proposição: “o maior problema para a espécie humana, a cuja solução a natureza a obriga, é alcançar uma sociedade civil que administre universalmente o direito”.


Uma constituição civil justa deve ser o mais alto propósito da natureza pois permite o desenvolvimento de todas as suas disposições, dado que as inclinações do homens não lhes permite viver juntos em liberdade selvagem [Hobbes?].


E cito “Toda cultura e toda arte que ornamentam a humanidade [...]” fim de citação





Sexta Proposição: “este problema é, ao mesmo tempo, o mais difícil e o que será resolvido por último peça espécie humana”.


Esta dificuldade dá-se, segundo o autor, porque o homem “tem a necessidade de um senhor”. Ele por ser racional busca uma lei que limite a liberdade de todos, porém sua inclinação egoísta o leva a violá-la onde for possível [capacetes]


Para que todos os homens possam ser livres, o homem necessita de um senhor que quebre com todas as vontades particulares e o faça obedecer à vontade universalmente válida.


MAS DE ONDE TIRAR ESSE SENHOR?


POIS ESTE TAMBÉM É UM ANIMAL E TEM NECESSIDADE DE UM SENHOR


“DE MODO NENHUM DE OUTRO LUGAR SENÃO DA ESPÉCIE HUMANA {...] NÃO SE PODE FAZER NADA RETO”.






Sétima Proposição: “o problema do estabelecimento de uma constituição civil perfeita depende do problema da relação externa legal entre Estados, e não pode ser resolvido sem que este último o seja”.

Kant inicia com uma questão, “para que serve trabalhar para uma constituição civil [...] na ordenação de uma república?”
Kant explica que cada estado gozando de liberdade irrestrita causa os mesmos males que oprimiam os indivíduos nesta situação. Segundo ele, a natureza se serviu da incompatibilidade entre os homens como meio para encontrar em seu antagonismo um estado de tranquilidade e segurança, por meio de guerras e de seus males, ela conduz os Estados àquilo que a razão poderia ter-lhes dito sem tão tristes experiências, e cito “sair do estado sem leis do selvagem [...] segundo leis de uma vontade unificada”
Para Kant, todas as guerras são tentativas de estabelecer uma ordem internacional, sempre destruindo o velho e substituindo-o pelo novo. Isto sucessivamente até arranjar-se a melhor ordenação possível da constituição civil, por meio de legislações comuns.



Nisso ele questiona se tal condição dar-se-á através do que ele chama de “concurso epicurista”, ou seja, uma metáfora política do materialismo epicurista. Na qual o Estado seria como a matéria, alcançando diversas configurações por meio de choques até que algum dia (num acaso que dificilmente acontecerá) acidentalmente encontre-se uma configuração permanente. Ou se se deve acertar que a natureza conduza a nossa espécie de um grau menos de humanidade até um grau supremo. Ou se se todos as ações humanas não provêem nada que permaneça ou pelo menos, que as coisas permanecerão como sempre têm sido.


Segundo Kant, tudo leva aproximadamente à seguinte questão: (leia a questão)


O que o estado selvagem sem finalidade fez foi obrigar-nos a entrar num estado de constituição civil também a liberdade bárbara dos estados o efetua. Ou seja, o uso de todos os recursos da comunidade contra outros estados. Daí os males que emergem obrigá-nos novamente a buscar uma lei de equilíbrio. A introduzir um estado cosmopolita de segurança pública entre os estados.


E cito a partir de “antes que este estado aconteça [...] [até] constitui apenas a civilização.





No final, Kant afirma que todo bem que não for realizado com uma intenção moralmente boa nada mais é do que pura aparência. E cito “Os gênero humano permanecerá neste estado até que [..] saia do estado caótico em que se encontram as relações entre os estados”.


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