jueves, 22 de marzo de 2018

Meine Weber - Eine Einleitung

- Dominação e Autoridade:




As relações de poder e dominação são uma constante na história humana. 
Portanto, o que se tem que pensar não é como superar tais fenômenos sociais (“utopia”), mas compreendê-los e torná-los positivos para a coesão social (“realismo”).

Definição: "a probabilidade de encontrar obediência a uma ordem de determinado conteúdo”. Regras consensuais e duradouras no interior das quais se desenrolam as relações de poder entre grupos distintos.

Poder: “probabilidade de impor a própria vontade dentro de uma relação social, mesmo que contra toda resistência e qualquer que seja o fundamento (“conteúdo”) dessa probabilidade”

Poder como sendo a capacidade de induzir ou influenciar o comportamento de outra pessoa, seja utilizando-se de coerção, manipulação ou de normas estabelecidas, ao passo que Dominação (ou Autoridade) é o direito adquirido de se fazer obedecido e exercer influência dentro de um grupo, podendo fundamentar-se, como motivo de submissão, em tradições e costumes institucionalizados, qualidades excepcionais de determinados indivíduos, afeto, interesses ou regras estabelecidas racionalmente e aceitas por todos

Relações de dominação: históricas, mas estáveis

Relações de poder: históricas, mas transitáveis (mudanças possíveis na curta duração), ainda que ancoradas nas relações de dominação.


  • Coesão Social: estado pelo qual os indivíduos mantém-se unidos, integrados em um grupo social, ou, simplesmente, o estado de integração coesa do grupo social. Notamos que há coesão social quando temos um grupo composto por indivíduos que compartilham objetivos, ações, ideias e crenças. É esse compartilhamento que possibilita a existência do grupo.               É a coesão social que possibilita as solidariedades orgânica (nas sociedade complexas) e mecânica (nas sociedades simples). A solidariedade, por sua vez, amplia a coesão social. Em outros termos, um indivíduo só colabora com a sociedade, envolvendo-se em uma atividade econômica, por exemplo, porque está ligado ao grupo e ao colaborar fortalece essa ligação em um estado de reciprocidade. Claro que esse interesse em colaborar é também fruto de coerções sociais, tais como as determinações jurídicas, da consciência coletiva que direciona, em grande medida, o agir e pensar dos indivíduos e da necessidade psíquica de viver em grupo.

- Dominação legítima:

Definição: Dominação Legítima é a dominação exercida com o consentimento do dominado. Este seria um fenômeno essencial para a manutenção da coesão social.



Dominação legal: a obediência está fundamentada na vigência e aceitação da validade intrínseca das normas e seu quadro administrativo é mais bem representado pela burocracia. Tais regras definem a quem obedecer e até quando obedecer, tornando possível a aceitação, por parte dos subordinados, de um superior devido uma consciência de que este tem direito de dar ordens, ou seja, reconhecem que a Autoridade está no cargo ocupado e não na pessoa que o ocupa, que só pode exercer a Dominação dentro dos limites estabelecidos pelo cargo ocupado. A ideia principal da dominação legal é que deve existir um estatuto que pode ou criar ou modificar normas, desde que esse processo seja legal e de forma previamente estabelecido. Nessa forma de dominação, o dominado obedece à regra, e não à pessoa em si. A forma mais pura de dominação legal é a burocracia. Aqui o poder é impessoal, obedecendo-se à regra estatuída e não à pessoa, a administração é extremamente profissional e também está subordinada ao estatuto que a nomeou, não possui influência pessoal e/ou sentimental e seu funcionamento tem por base a disciplina do serviço. 


Dominação tradicional: Se dá pela crença na santidade de quem dá a ordem e de suas ordenações, sua ordem mais pura se dá pela autoridade patriarcal. O ordenamento é fixado pela tradição e sua violação seria um afronto à legitimidade da autoridade. Neste tipo, quem ordena é o senhor e quem obedece são os súditos, as regras são determinadas pela tradição, é regida pela honra e a boa vontade do senhor, que é considerado justo, e há uma prevalência dos princípios de equidade material em detrimento dos formais na atividade administrativa

Dominação carismática: etimologicamente, é aquela apoiada na devoção a um senhor e a seus dotes sobrenaturais (carisma). nesta forma de dominação os dominados obedecem a um senhor em virtude do seu carisma, entendido como as qualidades excepcionais que lhe conferem especial poder de mando. A influência só é possível devido qualidades pessoais, tais como faculdades mágicas, revelações, heroísmo e poder intelectual ou de oratória, com depósito de confiança em alguém que é visto como um herói, santo, salvador ou exemplo de vida, extinguindo-se quando há perda de credibilidade ou quando as virtudes que geravam tal influência sofrem desgaste, em outras palavras, a Dominação só dura enquanto há carisma. Desconhece o conceito de competência ao nomear seu quadro administrativo sem considerar qualificações profissionais e também o de privilégio ao desconsiderar os costumes. Para Weber, o carisma teria uma força revolucionária na história, pois ele tinha o poder de romper as formas normais de exercício do poder. Por outro lado, a confiança dos dominados no carisma do líder é mutável e esta forma de dominação tende para a via tradicional ou legal. Este tipo de Autoridade é um dos maiores impulsores das revoluções pela qual a humanidade passa, entretanto, por ser extremamente pessoal, tende a ser autoritário em sua forma mais pura.

O objetivo da palestra proferida foi explicar os tipos de autoridade descritos por Weber em seu trabalho, entretanto é interessante ressaltar que os três tipos expostos são ideais, não no sentido de que deveriam ser estes os existentes na realidade, mas no sentido de serem projeções "utópicas" que não podem ser encontradas de forma pura na realidade, apresentando-se, freqüentemente, combinados.


- Tipo ideal:

Discussão entre realismo e normativismo

Neutralidade axiológica do cientista: a verdade como construção explicativa (escolha do objeto [valores] -hipótese –método/empiria).
O pouco que posso falar sobre Weber é tirado do estudo e das aulas sobre o Três tipos puros de dominação legítima (Drei reine Typen legitimer Herrschaft)
Um tipo ideal (ou tipo puro - Idealtypus) é uma abstração usada pelo Weber para sintetizar conceitos em sua sociologia. Seria um conceito subjetivo que seleciona o essencial pra analise social.
Acho que fica mais claro se eu o "tipo" e o "ideal"
Essas ideia de tipo é muito comum na Alemanha naquela época, então eu vou usar a definição no dicionário Nietzsche: "tipo funciona como um modo de apreensão de fenômenos diversos e antagônicos do mundo".
Ideal ou pura é uma um instrumento advindo do Neokantismo, que floresceu na época do Weber.
O Kant (q escreveu a crítica da razão pura) via o conhecimento do mundo como um processo de tornar geral os elementos diversos da realidade - é um processo muito parecido com o d vc ver um monte de estrela no céu e enxergar algum desenho formado por elas. Não é algo que esteja realmente lá, é uma seleção dos elementos que facilitam a criação de sentido naquele contexto.

Por isso o Weber escreve os "três tipos puros" e descreve cada um, digamos, no contexto social os tipos de dominação não estão separados. Muito pelo contrário. Mas mesmo assim ele tipifica "dominação legal", "dominação carismática", "dominação tradicional" como se ocorressem separados. O Sérgio Buarque de Holanda também se inspira nessa tipificação, o "homem cordial" dele não é mais que um tipo ideal.

- Tipologia das ações sociais:

Ação social refere-se a qualquer ação que leva em conta ações ou reações de outros indivíduos e é modificada baseando-se nesses eventos. Em suas palavras: “A ação humana é social na medida em que, em função da significação subjetiva que o indivíduo que age lhe atribui, toma em consideração o comportamento dos outros e é por ele afetada no seu curso”
1. Ação social racional com relação a fins (instrumental), na qual a ação é estritamente racional. Toma-se um fim e este é, então, racionalmente buscado. Há a escolha dos melhores meios para se realizar um fim.
2. Ação social racional com relação a valores, na qual não é o fim que orienta a ação, mas o valor, seja este ético, religioso, político ou estético;
3. Ação social afetiva, em que a conduta é movida por sentimentos, tais como orgulho, vingança, loucura, paixão, inveja, medo, etc., e
4. Ação social tradicional, que tem como fonte motivadora os costumes ou hábitos arraigados. (Observe que as duas últimas são irracionais).


Weber mostra que o espírito do capitalismo não é caracterizado pela busca desenfreada do prazer e pela busca do dinheiro por si mesmo. O espírito do capitalismo deve ser entendido como uma ética de vida, uma orientação na qual o indivíduo vê a dedicação ao trabalho e a busca metódica da riqueza como um dever moral

- Racionalização:


Propensão cada vez maior das pessoas a instrumentalização do conhecimento, para o progresso na vida social. Controle da natureza –controle dos outros homens.

Lógica da produção, do trabalho e da riqueza. Generalização do planejamento e do cálculo. Expansão das ações racionais com relação a fins (“racionalidade instrumental”).

- Estado Moderno:


O Estado moderno seria o exemplo acabado deste fato. Ele estaria baseado em duas bases concretas: a) monopólio da violência; b) difusão da dominação racional-legal e, portanto, do aparato burocrático como modelo de administração.
Isto levaria ao contínuo desencantamento do mundo, pois as ações sociais estariam voltadas a execução de planos.

- Desencantamento do mundo:


Incapacidade de pensar e agir de forma original, criativa e “encantada”. A modernidade é “uma jaula de ferro”.

- Estratificação social:


Definição: Estratificação social é divisão hierárquica da sociedade em estratos sociais diferenciados. Exemplos: classes sociais, castas, gênero, grupos de status, “raças”, camadas, grupos de poder etc.

Um das formas primordiais da existência das diferenciações e distinções sociais e das desigualdades nas sociedades modernas.

Permite a existência de explicações multicausais.

Modelo tridimensional: classes sociais, partidos e grupos de status. Grupos de interesse que podem estar conectados e/ou lutar tanto entre si quanto uns contra os outros.

Classes sociais: agrupamentos de interesses similares em virtude de posições similares do mercado.

As classes dominantes são aquelas que conseguem o monopólio sobre algum mercado lucrativo. As classes intermediárias (ou médias) são aquelas que obtêm apenas domínios parciais ou monopólios de mercados não tão vantajosos. As classes inferiores (ou dominadas) são aquelas que não conseguem obter vantagens nestes mercados e, por isto, são obrigadas a competir no mercado aberto, estando sujeitas às suas forças niveladoras.

- Grupos de Status:


Grupos de status: agrupamentos de interesses similares em virtude de posições semelhantes no mundo da cultura, por terem um estilo de vida e uma visão de mundo parecida. Podem ser grupos étnicos, “raciais”, de jovens, religiosos, nacionalistas etc. Normalmente os grupos de status dependem das distinções sociais (P. Bourdieu).

Mas há também conexões entre classes sociais e grupos de status. Em primeiro lugar, porque a manutenção de um status pode depender da riqueza material. Em segundo lugar, porque uma classe social tende a se formar também como um grupo de status. Em particular, as classes dominantes. Quando isto ocorre este grupo fortalece sua posição como uma comunidade social.

- Partidos


Partidos: agrupamentos de interesses similares em virtude de posições políticas. Sobretudo em relação ao Estado moderno. Ou seja, em torno da luta pelos meios de administração deste Estado: aparato burocrático, forças militares, corpo jurídico e legislativo, instituições governamentais, etc.

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