martes, 13 de marzo de 2018

Platão



INFORMAÇÕES BIOGRÁFICAS







Platão nasceu em 427 a.C. Supõe-se que seu nome poderia ser Aristócles e Platão apenas um apelido - porém isso não é confirmado.





Platão era de família aristocrática e seria descendente do legislador Sólon - um dos sete sábios. O filósofo havia sido preparado para seguir carreira na política ao mesmo tempo que tinha talento para a poesia. Porém, tudo isso foi superado quando este conheceu a Sócrates - ele queimou todos os poemas que havia escrito.





Após a condenação e morte de Sócrates, Platão deixou Atenas - retornando em 487 e fundando a Academia. Nesta, Platão conhecer Aristóteles.







O filósofo veio a falecer 40 anos após fundar a Academia enquanto escrevia as Leis.





Periodização dos diálogos





Platão escreveu sua obra na forma de diálogos. Tais diálogo em seio de seu corpus trás opiniões divergentes do autor. Dado a isso, os scorlars platônicos incumbem-se da missão de cronologicizar os textos.







Há um razoável consenso que os diálogos de juventude são os mais braves. Atribui-se o método ao que seria a atividade do Sócrates histórico. Há também os diálogos de período intermediário, nos quais se põe frequentemente o Górgias e o Ménon. Sobre o segundo falaremos mais adiante, ele tem elementos socráticos e platônicos em sua composição. Os diálogos do período intermediário são os mais famosos. Estes são o Fédon, o Banquete e a República. Estes diálogos formam o centro do que pode-se chamar de “platonismo”. Os diálogos posteriores, do período da velhice de Platão são convencionados como incluindo, dentre outros, o Teeteto, o Político, o Filebo e as Leis. Neste último Sócrates (que é o principal interlocutor em grande parte dos diálogos) desaparece. Há também problemas na periodização, como por exemplo o diálogo Timeu, que é comumente atribuído ao período de maturidade do autor porém refere-se à teoria das formas de maneira muito semelhante aos diálogos do período intermediário. Assim como o Parmênides, que tem a forma dos diálogos do período intermediário mas responde críticas atinentes à maturidade do Filósofo. Bernard Williams comenta também que não há nenhuma boa razão para crermos que um diálogo começou a ser escrito após a finalização de outro. Pode ter tido diálogos escritos no mesmo período





Sobre a Virtude





Sócrates em vários diálogos seguia o procedimento de transformar uma questão prática e teórica. Assim, quando a questão era sobre “a virtude pode ser ensinada?” ou a coragem, Sócrates sempre passava a pergunta para a análise do objeto, ou seja, o que é a virtude ou o que é a coragem. Este procedimento intelectual exige que a explicação não seja por meio de exemplos ou de definições, porém sim uma explanação sobre o objeto. A questão sobre o que é a virtude está no seio do diálogo Menón. Que tem como mote a questão “a virtude pode ser ensinada?”.





A questão inicia-se com o seguinte mote: como posso buscar o saber se o conhecimento que possuo não vou buscá-lo, pois já o possuo e o conhecimento que ignoro não posso buscá-lo pois não sei do que se trata?





O Menón é um diálogo socrático no consoante em que pretende revisar ideias. Estando no esteio disso que Sócrates enfrentará o questionamento do jovem Menón. Porém, seu caráter de transição dá-se pois o movimento socrático está no esteio de que a teoria pode mudar a vida de uma pessoa e as seguintes falar de Sócrates visam mostrar a Menón que virtudes podem ser conhecidas. Tal mote é como diz Williams uma ideia instintivamente platônica.


A refutação socrática ao argumento sofístico avançado por Menón e caminha no sentido de demonstrar que a alma é imortal.





Mas o que tem a ver?





Para Sócrates, a ideia de que a alma é imortal nos mostra que nossas almas já viram muitas coisas e têm em si os conhecimentos do certo e do errado.





Neste momento Sócrates passa a tentar demonstrar a imortalidade da alma. Para isso ele chamará um escravo que nasceu na casa de Menón e que segundo este nunca estudou geometria. Em poucos momentos o escravo chamado por Sócrates consegue responder várias questões desenvolvidas a partir dum quadrado.





B. William analisa tal argumento. Para ele, se esta cena provasse que a alma do escravo provasse que a alma do escravo vivera anteriormente não estaria provado que tal fosse imortal. Pois, da existência anterior não aufere-se a imortalidade.





Ele argumenta que o essencial para o exercício se desenvolva com algum conhecimento a priori - que não necessita de experiência - exemplifica que se as questões sobre história ou sobre geografia.





Tal cena demonstra apenas que conhecimentos a priori seriam inatos e não que os tais tenham sido adquiridos em outras vidas.





Sócrates segue a investigação supondo que apenas o que é conhecimento pode ser ensinado.





No esteio desta pressuposição ele diferencia conhecimento de opinião verdadeira. Citando a cidade de Larissa, ele menciona o viajante que lá chegou por conhecer o caminho e o que encontrou-a por acaso. Conhecimento é justamente saber as razões do que é opinião verdadeira.





Feito isso ele torna a questão “como é possível pais virtuosos não conseguirem ensinar a virtude aos filhos?”. Tais pais conheciam apenas as opiniões verdadeiras das quais se tratasse a virtude. Eles nunca tiveram conhecimento desta.





Então estas não eram capazes de estabelecer ligações racionais entre tais opiniões verdadeiras.


“Teoria das Formas”





“Uma Forma era um paradigma”





Segundo a Teoria das Formas o mundo sensível não seria o mundo real, e sim um mundo de cópias de outro mundo inteligível no qual há entidades chamadas Formas, que são perfeitas e imutáveis. Para B. Williams, a Forma não seria uma entidade existente e real, e sim um paradigma. Um modelo superior do qual não se pode encontrar neste mundo porém que baseia tudo o que é nele existente, no esteio disso B. Williams afirma:


“As conceções de uma Forma como um paradigma ou de uma Forma como uma qualidade ou característica geral vêm juntas com força especial quando há uma qualidade que encontramos nas coisas particulares, mas que ocorre nelas de um modo que é imperfeito no sentido forte de que nossa experiência com relação a elas carrega com ela uma aspiração”.





O autor faz uma exposição das várias maneiras que as Formas aparecem na obra platônica, por exemplo:





Ao explicar a mudança: Platão estabelece diferenciações entre as formas e os particulares no mote de que estes seriam a eterna mudança enquanto aquelas representavam o fixo e permanente. Citando “sob este aspecto, há um sentido mais amplo no qual as coisas do mundo são imperfeitas, se comparadas com as formas. Apenas em alguns casos, como o da beleza, a imperfeição das coisas particulares invoca o pathos da incompletude, de falta, na realidade de nostalgia.


Em diálogos como o Parmênides coloca-se questão sobre se a forma é propriedade de si mesma, por exemplo, se a Forma da beleza é ao mesmo tempo bela, se a forma da umidade é úmida.


No Sofista o conceito de Forma aparece acompanhado do cinco outras noções, são elas a noção de ser, mesmo, outro, identidade e diferença. No curso de sua investigação, Platão distingue as várias formas de uma coisa “ser”. Citando B.Williams “Ele também reconhece aí, apartando-se gravemente do admirado Parmênides, que não pode haver dois mundos de aparência e realidade. se algo parece ser assim, então esse algo realmente parece assim: a aparência em si mesma deve ser parte da realidade. Esta conclusão por si só representa um repúdio por completo da metafísica exporta em a República.


O Teeteto oferece uma discussão sobre as Formas mais sofisticada. Com a teoria da percepção sensorial que questiona, nos moldes do Ménon, se é mesmo possível que uma pessoa meramente acredite no que outra pessoa sabe. Citando “A subida da caverna deve ser uma história de iluminação pessoal, se a república deve cumprir de ajudar-nos a compreender como viver, e para isso é necessária uma psicologia da opinião que possa unir a lacuna metafísica entre o eterno e o mutável”.

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