lunes, 12 de marzo de 2018



Sócrates em vários diálogos seguia o procedimento de transformar uma questão prática e teórica. Assim, quando a questão era sobre “a virtude pode ser ensinada?” ou a coragem, Sócrates sempre passava a pergunta para a análise do objeto, ou seja, o que é a virtude ou o que é a coragem. Este procedimento intelectual exige que a explicação não seja por meio de exemplos ou de definições, porém sim uma explanação sobre o objeto. A questão sobre o que é a virtude está no seio do diálogo Menón. Que tem como mote a questão “a virtude pode ser ensinada?”.


A questão inicia-se com o seguinte mote: como posso buscar o saber se o conhecimento que possuo não vou buscá-lo, pois já o possuo e o conhecimento que ignoro não posso buscá-lo pois não sei do que se trata?


O Menón é um diálogo socrático no consoante em que pretende revisar ideias. Estando no esteio disso que Sócrates enfrentará o questionamento do jovem Menón. Porém, seu caráter de transição dá-se pois o movimento socrático está no esteio de que a teoria pode mudar a vida de uma pessoa e as seguintes falar de Sócrates visam mostrar a Menón que virtudes podem ser conhecidas. Tal mote é como diz Williams uma ideia instintivamente platônica.


A refutação socrática ao argumento sofístico avançado por Menón e caminha no sentido de demonstrar que a alma é imortal.


Mas o que tem a ver?


Para Sócrates, a ideia de que a alma é imortal nos mostra que nossas almas já viram muitas coisas e têm em si os conhecimentos do certo e do errado.


Neste momento Sócrates passa a tentar demonstrar a imortalidade da alma. Para isso ele chamará um escravo que nasceu na casa de Menón e que segundo este nunca estudou geometria. Em poucos momentos o escravo chamado por Sócrates consegue responder várias questões desenvolvidas a partir dum quadrado.


B. William analisa tal argumento. Para ele, se esta cena provasse que a alma do escravo provasse que a alma do escravo vivera anteriormente não estaria provado que tal fosse imortal. Pois, da existência anterior não aufere-se a imortalidade.


Ele argumenta que o essencial para o exercício se desenvolva com algum conhecimento a priori - que não necessita de experiência - exemplifica que se as questões sobre história ou sobre geografia.


Tal cena demonstra apenas que conhecimentos a priori seriam inatos e não que os tais tenham sido adquiridos em outras vidas.


Sócrates segue a investigação supondo que apenas o que é conhecimento pode ser ensinado.


No esteio desta pressuposição ele diferencia conhecimento de opinião verdadeira. Citando a cidade de Larissa, ele menciona o viajante que lá chegou por conhecer o caminho e o que encontrou-a por acaso. Conhecimento é justamente saber as razões do que é opinião verdadeira.


Feito isso ele torna a questão “como é possível pais virtuosos não conseguirem ensinar a virtude aos filhos?”. Tais pais conheciam apenas as opiniões verdadeiras das quais se tratasse a virtude. Eles nunca tiveram conhecimento desta.


Então estas não eram capazes de estabelecer ligações racionais entre tais opiniões verdadeiras.





INFORMAÇÕES BIOGRÁFICAS





Platão nasceu em 427 a.C. Supõe-se que seu nome poderia ser Aristócles e Platão apenas um apelido - porém isso não é confirmado.


Platão era de família aristocrática e seria descendente do legislador Sólon - um dos sete sábios. O filósofo havia sido preparado para seguir carreira na política ao mesmo tempo que tinha talento para a poesia. Porém, tudo isso foi superado quando este conheceu a Sócrates - ele queimou todos os poemas que havia escrito.


Após a condenação e morte de Sócrates, Platão deixou Atenas - retornando em 487 e fundando a Academia. Nesta, Platão conhecer Aristóteles.





O filósofo veio a falecer 40 anos após fundar a Academia enquanto escrevia as Leis.

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